20 de agosto de 2012

A COZINHA E EU (9): Estrogonofe de Palmito

A minha fase de "chef" voltou à todo vapor!
Ando inventando e re-inventando algumas coisas no meu laboratório culinário, e dia desses eu testei uma receita de estrogonofe de palmito (com variações da receita do blog Receitas do Boi)
Eu gosto de diversificar entre pratos vegetarianos, aves, peixes e carnes vermelhas. Semana passada fiz este estrogonofe que ficou uma delícia. Como hoje uma amiga vinha aqui em casa almoçar comigo, resolvi repetir o sucesso. E de quebra minha mãe ainda veio almoçar e também amou.
É um prato muito fácil de fazer, e que tal pararmos de papo e ir para a receita?

Ingredientes:
1 vidro (550 g) de palmito picado
2 xícaras de polpa de tomate
1 xícara de cogumelo
1 colher (sopa) de catchup
1 colher (sopa) de mostarda
1/2 xícara de água
1 cebola grande picadinha
1 caixinha de creme de leite
6 dentes de alho picados (e não esmagados)
Azeite para refogar

Modo de Preparar
Refogue no azeite a cebola e o alho. deixe dourar bem porque o segredo é o refogado sair douradinho.
Depois coloque o palmito picado com os cogumelos, e mexa levemente em fogo brando por uns 5 minutos. Se ficar mexendo muito o palmito acaba desmanchando e o prato não fica tão bonito.
Acrescente a polpa de tomate e a água- quando eu não faço a polpa, eu estou preferindo os que vendem em garrafa de vidro porque o sabor é menos ácido.
Coloque o catchup e a mostarda. Acerte o sal, cozinhe por mais uns dez minutos e por último coloque o creme de leite.

Olha, não vou te enganar não, mas fica MARAVILHOSO! Eu servi com arroz integral e batata palha, afinal, estrogonofe sem batata palha não é estrogonofe

Até a próxima!

14 de agosto de 2012

MUDANÇAS: A Lenda do peixinho Vermelho

No centro de formoso jardim, havia um grande lago, adornado de ladrilhos azul- turquesa.
Alimentado por diminuto canal de pedra, escoava suas águas, do outro lado, através de grade muito estreita.
Nesse reduto acolhedor, vivia toda uma comunidade de peixes, a se refestelarem, nédios e satisfeitos, em complicadas locas, frescas e sombrias. Elegeram um dos concidadãos de barbatanas para os encargos de rei, e ali viviam, plenamente despreocupados, entre a gula e a preguiça.
Junto deles, porém, havia um peixinho vermelho, menosprezado de todos.
Não conseguia pescar a mais leve larva, nem refugiar-se nos nichos barrentos. Os outros, vorazes e gordalhudos, arrebatavam para si todas as formas larvárias e ocupavam, displicentes, todos os lugares consagrados ao descanso.
O peixinho vermelho que nadasse e sofresse.
Por isso mesmo era visto, em correria constante, perseguido pela canícula ou atormentado de fome.
Não encontrando pouso no vastíssimo domicílio, o pobrezinho não dispunha de tempo para muito lazer e começou a estudar com bastante interesse.
Fez o inventário de todos os ladrilhos que enfeitavam as bordas do poço, arrolou todos os buracos nele existentes e sabia, com precisão, onde se reuniria maior massa de lama por ocasião de aguaceiros.
Depois de muito tempo, à custa de longas perquirições, encontrou a grade do escoadouro.
À frente da imprevista oportunidade de aventura benéfica, refletiu consigo:
- "Não será melhor pesquisar a vida e conhecer outros rumos?"
Optou pela mudança.
Apesar de macérrimo, pela abstenção completa de qualquer conforto, perdeu várias escamas, com grande sofrimento, a fim de atravessar a passagem estreitíssima.
Pronunciando votos renovadores, avançou, otimista, pelo rego d'água, encantado com as novas paisagens, ricas de flores e sol que o defrontavam, e seguiu, embriagado de esperança...
Em breve, alcançou grande rio e fez inúmeros conhecimentos.
Encontrou peixes de muitas famílias diferentes, que com ele simpatizaram, instruindo-o quanto aos percalços da marcha e descortinando-lhe mais fácil roteiro.
Embevecido, contemplou nas margens homens e animais, embarcações e pontes, palácios e veículos, cabanas e arvoredo.
Habituado com o pouco, vivia com extrema simplicidade, jamais perdendo a leveza e a agilidade naturais.
Conseguiu, desse modo, atingir o oceano, ébrio de novidade e sedento de estudo
De início, porém, fascinado pela paixão de observar, aproximou-se de uma baleia para quem toda a água do lago em que vivera não seria mais que diminuta ração; impressionado com o espetáculo, abeirou-se dela mais que devia e foi tragado com os elementos que lhe constituíam a primeira refeição diária.
Em apuros, o peixinho aflito orou ao Deus dos Peixes, rogando proteção no bojo do monstro e, não obstante as trevas em que pedia salvamento, sua prece foi ouvida, porque o valente cetáceo começou a soluçar e vomitou, restituindo-o às correntes marinhas.
O pequeno viajante, agradecido e feliz, procurou companhias simpáticas e aprendeu a evitar os perigos e tentações.
Plenamente transformado em suas concepções do mundo, passou a reparar as infinitas riquezas da vida. Encontrou plantas luminosas, animais estranhos, estrelas móveis e flores diferentes no seio das águas. Sobretudo, descobriu a existência de muitos peixinhos, estudiosos e delgados tanto quanto ele, junto dos quais se sentia maravilhosamente feliz.
Vivia, agora, sorridente e calmo, no Palácio de Coral que elegera, com centenas de amigos, para residência ditosa, quando, ao se referir ao seu começo laborioso, veio a saber que somente no mar as criaturas aquáticas dispunham de mais sólida garantia, de vez que, quando o estio se fizesse mais arrasador, as águas de outra altitude, continuariam a correr para o oceano.
O peixinho pensou, pensou... e sentindo imensa compaixão daqueles com quem convivera na infância, deliberou consagrar-se à obra do progresso e salvação deles.
Não seria justo regressar e anunciar-lhes a verdade? não seria nobre ampará-los, prestando-lhes a tempo valiosas informações?
Não hesitou.
Fortalecido pela generosidade de irmãos benfeitores que com ele viviam no Palácio de Coral, empreendeu comprida viagem de volta.
Tornou ao rio, do rio dirigiu-se aos regatos e dos regatos se encaminhou para os canaizinhos que o conduziram ao primitivo lar.
Esbelto e satisfeito como sempre, pela vida de estudo e serviço a que se devotava, varou a grade e procurou, ansiosamente, os velhos companheiros. Estimulado pela proeza de amor que efetuava, supôs que o seu regresso causasse surpresa e entusiasmo gerais. Certo, a coletividade inteira lhe celebraria o feito, mas depressa verificou que ninguém se mexia.
Todos os peixes continuavam pesados e ociosos, repimpados nos mesmos ninhos lodacentos, protegidos por flores de lotus, de onde saíam apenas para disputar larvas, moscas ou minhocas desprezíveis.
Gritou que voltara a casa, mas não houve quem lhe prestasse atenção, porquanto ninguém, ali, havia dado pela ausência dele.
Ridicularizado, procurou, então, o rei de guelras enormes e comunicou-lhe a reveladora aventura. O soberano, algo entorpecido pela mania de grandeza, reuniu o povo e permitiu que o mensageiro se explicasse.
O benfeitor desprezado, valendo-se do ensejo, esclareceu, com ênfase, que havia outro mundo líquido, glorioso e sem fim. Aquele poço era uma insignificância que podia desaparecer, de momento para outro. Além do escoadouro próximo desdobravam-se outra vida e outra experiência. Lá fora, corriam regatos ornados de flores, rios caudalosos repletos de seres diferentes e, por fim, o mar, onde a vida aparece cada vez mais rica e mais surpreendente. Descreveu o serviço de tainhas e salmões, de trutas e esqualos. Deu notícias do peixe-lua, do peixe-coelho e do galo-do-mar. Contou que vira o céu repleto de astros sublimes e que descobrira árvores gigantescas, barcos imensos, cidades praieiras, monstros temíveis, jardins submersos, estrelas do oceanos e ofereceu-se para conduzi-los ao Palácio de Coral, onde viveriam todos, prósperos e tranqüilos. Finalmente os informou de que semelhante felicidade, porém, tinha igualmente seu preço. Deveriam todos emagrecer, convenientemente, abstendo-se de devorar tanta larva e tanto verme nas locas escuras e aprendendo a trabalhar e estudar tanto quanto era necessário à venturosa jornada.
Antes que terminou, gargalhadas estridentes coroaram-lhe a preleção.
Ninguém acreditou nele.
Alguns oradores tomaram a palavra e afirmaram, solenes, que o peixinho vermelho delirava, que outra vida além do poço era francamente impossível, que aquelas história de riachos, rios e oceanos era mera fantasia de cérebro demente e alguns chegaram a declarar que falavam em nome do Deus dos Peixes, que trazia os olhos voltados para eles unicamente.
O soberano da comunidade, para melhor ironizar o peixinho, dirigiu-se em companhia dele até a grade de escoamento e, tentando, de longe, a travessia, exclamou, borbulhante:
- "Não vês que não cabe aqui nem uma só de minhas barbatanas? Grande tolo! vai-te daqui! não nos perturbes o bem-estar... Nosso lago é o centro do Universo... Ninguém possui vida igual à nossa!..."
Expulso a golpes de sarcasmo, o peixinho realizou a viagem de retorno e instalou-se, em definitivo, no Palácio de Coral, aguardando o tempo.
Depois de alguns anos, apareceu pavorosa e devastadora seca.
As águas desceram de nível. E o poço onde viviam os peixes pachorrentos e vaidosos esvaziou-se, compelindo a comunidade inteira a perecer, atolada na lama...
(André Luiz, psicografia de Chico Xavier)

12 de agosto de 2012

OLIMPÍADAS OU MENSALÃO: Da Mediocridade Humana

"O que seria melhor? o mensalão tirar os holofotes do péssimo desempenho olímpico do Brasil ou o contrário? "
frase do Ministro do Esportes Aldo Rebelo para advogados em Brasília.

Acordei o dia com o estomago embrulhado devido a mediocridade que assola o país nos últimos tempos. 
De um lado, os "honrados membros do mensalão" que insistem em dizer que nada existiu. Que o dinheiro desviado foi totalmente normal. E para expor o assunto, Arnaldo Jabour foi brilhante em sua colocação. Faço minha as palavras dele. 
Por outro lado vejo os 15 minutos de fama de Paulo Coelho falando mal de James Joyce.
E finalmente veio este sem noção e rei da mediocridade ministro dos esportes (não seria muito educado falar todos os adjetivos que tenho vontade de falar)
Eu tiro o chapéu para todos os nosso atletas que lutam e choram por este país sozinhos, com muita garra e sensação de abandono. Foi fantástico o desabafo da técnica Rosicleia Campos.
Somos o país que continuará deitado eternamente em berço esplêndido. O país de um senado que vota em período eleitoral 50% do sistema de cota mas que não dá educação digna aos estudantes da classe que vai usufruir desta lei. 
Já escrevi sobre isto em um post anterior,  me perdoem os amigos que são favoráveis ao sistema de cota. Mas para mim é um sistema que diz "não sou competente o suficiente para competir com você, então o governo me faz este favor"
Para mim justiça social é uma escola primária forte, saúde e segurança. Mas o governo (e não só a da era PT) quer é continuar ter um curral eleitoral alimentado com migalhas.
E esta igualdade social passa também pela questão dos esportes. Os políticos montam o circo sobre o incentivo ao esporte nas comunidades carentes, mas como podem sair de lá campeões se quando voltam para casa mal tem o que comer? Se para chegarem em casa passam pela boca de fumo?
Se o Brasil não repensar agora suas ações, teremos mais ministros medíocres falando este absurdo, e que para mim, juro que me soa como deboche.

Até a próxima!

 


11 de agosto de 2012

Estou me sentindo a bruxa má!

Isso mesmo!
é assim que me sinto!

Nestes longos meses aconteceram tantas coisas na minha vida - mas tantas! - que elas foram me atropelando e acabei abandonando o blog.
Novas diretrizes de vida, novos desafios, novos tombos, novas almofadas (para os tombos não doerem tanto).
Mas prometo colocar em dia as "fofocas" ok?

E de tudo que foi passado neste período, tirei um aprendizado que divido com você:

Se surgir um problema na sua vida, não saia ocupando todo o seu tempo tentando resolvê-lo. 

Isso vai gerar muito stress e a sensação de incompetência, de derrota.

Deixe um tempo para você mesmo. Para respirar e principalmente entender quais os sentimentos que batem em seu coração com relação ao que está acontecendo.

Não perca esta oportunidade para se conhecer nas adversidades. 

(Rosangela Pertile)

Pois é isso que estou fazendo, principalmente durante as longas caminhadas diárias que estou me proporcionando fazer.

Até a próxima!