27 de maio de 2012

ADRENALINA!!! Cadê você?

No início de abril, eu tomei uma decisão que mudou a minha vida, mudei de emprego. Saí de um dia-a-dia corrido, estressante, onde tudo sempre estava pegando e agora estou em um lugar onde posso me planejar, fazer tudo de forma organizada.
Não tenho dúvidas que foi uma escolha sensata e ideal, mas depois de 12 anos agindo como bombeiro (apagando incêndio) eu estou sentindo falta deste estress. Ou melhor, eu não! Meu organismo está se ressentindo da falta de stress.
Às vezes me pego "viajando" no pensamento, dispersando. E logo eu que sempre fui tão ligada. Nestas últimas semanas tive tempo para fazer tudo - do sapateiro à manicure - mas acabei não fazendo nada, e andando de um lado para o outro.
Estou me adaptando aos poucos, e estou tendo tempo para isso. Mas aí (é claro!) comecei a refletir...
Eu trabalhei doze anos de minha vida com um nível alto de stress mas como as coisas foram ocorrendo de forma gradativa, eu acabei não sentindo estas mudanças.
E me senti como o sapo fervido. Dizem que se um sapo for colocado na água fervente, ele pula pois sente a temperatura. Mas se você o colocar na água fria e ir aumentando a temperatura aos poucos, ele morre cozido mas não percebe.
E nosso dia-a-dia está assim. Tudo muito corrido. A vida agitada, as informações chegando aos nossos sentidos de roldão.
A competitividade e junto com ela milhares de formas de vencê-la - o que acho mais estressante. Nós estamos como os sapinhos fervidos, e quando chega uma doença associada à qualidade de vida, vemos que o cara até tinha uma vida regrada, mas o "fast-foward" da vida ele estava no máximo.
Eu me peguei não mais trabalhando agitada, mas pensando e agindo de forma agitada (e quiçá quase histérica rsrsrs) com os que estão próximos.
E em uma destas reações, me vi agindo aceleradíssima, como se a inércia fizesse que, mesmo sem nenhuma força me empurrando para frente, eu continuo em movimento.
E sinceramente? acho que não sou a única mortal que teve, tem ou terá este problema. Acho que cada um de nós deve colocar a cabeça para refletir sobre isso.
E o que me deixa mais preocupada, é que este problema deve acontecer aos montes com as pessoas que se aposentam e param totalmente a produtividade, e ficam dando milho aos pombos. A cabeça deve dar uma pane geral, né?
E o meu objeto de reflexão dos próximos dias é: como controlar esta aceleração para ter mais qualidade de vida?
Até a próxima!