22 de outubro de 2012

PARA CADA CARRO UM CABIDE: Ou Porque Nunca Mais Compro Carro da NISSAN

Há uns cinco meses atrás, comprei um carro zero lindo! Um sonho! Super macio (para quem tem os dois pulsos operados, uma benção!!), econômico ao extremo, compacto, blá blá blá...
Foi paixão a primeira vista! é um NISSAN MARCH. Branquinho... apelidado de Alvinho.
Foi uma história de amor, até que bateram nele no início do mês, perto de sete da manhã na porta da minha casa.
Fiquei (e estou) arrasada!
Acionei o seguro e assim começou a minha via-crucis. Com o carro no reboque, fui recusada na AZZURRA Tijuca.
Carro no reboque, rodei o Rio de Janeiro com ele até achar uma Concessionária NISSAN que fizesse o conserto. Um absurdo!
Um carro zero, do ano, ainda na garantia e as concessionárias não aceitam porque vão receber do seguro e não da pessoa física.
E dá que roda com Alvinho nas costas... lá pelo meio-dia consegui uma concessionária que trabalhasse com seguros, a San Diego, na Barra.
Quando recebi a nota de serviço, fiquei perplexa em saber que meu carro só ia ficar pronto de 30 a 40 dias e que o conserto era feito por terceiros com o carimbo da concessionária.
As peças da NISSAN - sejam elas quais forem, são importadas e demoram uma eternidade para chegar e consertar.
Hoje, passados 14 dias, liguei para a Concessionária para saber a que pé estava o conserto de Alvinho.
Fiquei passada com o que escutei, e abaixo escrevo o diálogo inusitado:
Rosangela:  bom dia, sou a proprietária do MARCH branco placa XXX-YYYY, coloquei meu carro aí para consertar e a previsão está para meados de novembro. Gostaria de saber como está o andamento e se posso contar com pegá-lo antes do prazo.
Atendente: Olha, pedimos as peças dia 17/10, demora uns vinte dias para chegar, mais vinte dias na oficina, mais dez dias disso....dez dias daquilo...
Rosangela: se eu somar estes dias todos, meu carro vai ficar uns 60 dias no conserto! e voces me disseram 30 a 40! Está na nota de serviços!
Atendente: é... por aí...
Rosangela: mas na minha nota de serviços voces deram uma data específica, e eu preciso do carro para trabalhar, para fazer minhas atividades rotineiras!

... é aí que começa a parte bizarra ...

Atendente: a senhora não sabe que não pode ter carro importado para trabalhar?
Rosangela: Como assim?!?!?!
Atendente: quando a senhora comprou o carro não te disseram isso?
Rosangela; não! O vendedor só me disse as qualidades do carro.
Atendente: é... a senhora deveria saber disso! Não pode ter um carro destes para trabalhar, para seu dia-a-dia!
Rosangela: realmente, o vendedor que me fez comprar um NISSAN zero deveria ser processado por propaganda enganosa...
Atendente: é né...

E penso: será que tem gente que compra carro como calça jeans?  A de trabalho e a do fim de semana?

E a partir deste momento, a minha mente criativa começou a funcionar e de repente o céu se abriu e tive um insight! De meu carro pendurado em uma arara de loja de departamentos, e eu escolhendo meu carro novo ao lado de calças jeans...
- será que compro um carro que combina com a calça jeans ou uma calça jeans que combina com este carro? Será que encontro uma carro com brilho para combinar com a roupa da festa rave?

NISSAN? NUNCA MAIS!!!


20 de agosto de 2012

A COZINHA E EU (9): Estrogonofe de Palmito

A minha fase de "chef" voltou à todo vapor!
Ando inventando e re-inventando algumas coisas no meu laboratório culinário, e dia desses eu testei uma receita de estrogonofe de palmito (com variações da receita do blog Receitas do Boi)
Eu gosto de diversificar entre pratos vegetarianos, aves, peixes e carnes vermelhas. Semana passada fiz este estrogonofe que ficou uma delícia. Como hoje uma amiga vinha aqui em casa almoçar comigo, resolvi repetir o sucesso. E de quebra minha mãe ainda veio almoçar e também amou.
É um prato muito fácil de fazer, e que tal pararmos de papo e ir para a receita?

Ingredientes:
1 vidro (550 g) de palmito picado
2 xícaras de polpa de tomate
1 xícara de cogumelo
1 colher (sopa) de catchup
1 colher (sopa) de mostarda
1/2 xícara de água
1 cebola grande picadinha
1 caixinha de creme de leite
6 dentes de alho picados (e não esmagados)
Azeite para refogar

Modo de Preparar
Refogue no azeite a cebola e o alho. deixe dourar bem porque o segredo é o refogado sair douradinho.
Depois coloque o palmito picado com os cogumelos, e mexa levemente em fogo brando por uns 5 minutos. Se ficar mexendo muito o palmito acaba desmanchando e o prato não fica tão bonito.
Acrescente a polpa de tomate e a água- quando eu não faço a polpa, eu estou preferindo os que vendem em garrafa de vidro porque o sabor é menos ácido.
Coloque o catchup e a mostarda. Acerte o sal, cozinhe por mais uns dez minutos e por último coloque o creme de leite.

Olha, não vou te enganar não, mas fica MARAVILHOSO! Eu servi com arroz integral e batata palha, afinal, estrogonofe sem batata palha não é estrogonofe

Até a próxima!

14 de agosto de 2012

MUDANÇAS: A Lenda do peixinho Vermelho

No centro de formoso jardim, havia um grande lago, adornado de ladrilhos azul- turquesa.
Alimentado por diminuto canal de pedra, escoava suas águas, do outro lado, através de grade muito estreita.
Nesse reduto acolhedor, vivia toda uma comunidade de peixes, a se refestelarem, nédios e satisfeitos, em complicadas locas, frescas e sombrias. Elegeram um dos concidadãos de barbatanas para os encargos de rei, e ali viviam, plenamente despreocupados, entre a gula e a preguiça.
Junto deles, porém, havia um peixinho vermelho, menosprezado de todos.
Não conseguia pescar a mais leve larva, nem refugiar-se nos nichos barrentos. Os outros, vorazes e gordalhudos, arrebatavam para si todas as formas larvárias e ocupavam, displicentes, todos os lugares consagrados ao descanso.
O peixinho vermelho que nadasse e sofresse.
Por isso mesmo era visto, em correria constante, perseguido pela canícula ou atormentado de fome.
Não encontrando pouso no vastíssimo domicílio, o pobrezinho não dispunha de tempo para muito lazer e começou a estudar com bastante interesse.
Fez o inventário de todos os ladrilhos que enfeitavam as bordas do poço, arrolou todos os buracos nele existentes e sabia, com precisão, onde se reuniria maior massa de lama por ocasião de aguaceiros.
Depois de muito tempo, à custa de longas perquirições, encontrou a grade do escoadouro.
À frente da imprevista oportunidade de aventura benéfica, refletiu consigo:
- "Não será melhor pesquisar a vida e conhecer outros rumos?"
Optou pela mudança.
Apesar de macérrimo, pela abstenção completa de qualquer conforto, perdeu várias escamas, com grande sofrimento, a fim de atravessar a passagem estreitíssima.
Pronunciando votos renovadores, avançou, otimista, pelo rego d'água, encantado com as novas paisagens, ricas de flores e sol que o defrontavam, e seguiu, embriagado de esperança...
Em breve, alcançou grande rio e fez inúmeros conhecimentos.
Encontrou peixes de muitas famílias diferentes, que com ele simpatizaram, instruindo-o quanto aos percalços da marcha e descortinando-lhe mais fácil roteiro.
Embevecido, contemplou nas margens homens e animais, embarcações e pontes, palácios e veículos, cabanas e arvoredo.
Habituado com o pouco, vivia com extrema simplicidade, jamais perdendo a leveza e a agilidade naturais.
Conseguiu, desse modo, atingir o oceano, ébrio de novidade e sedento de estudo
De início, porém, fascinado pela paixão de observar, aproximou-se de uma baleia para quem toda a água do lago em que vivera não seria mais que diminuta ração; impressionado com o espetáculo, abeirou-se dela mais que devia e foi tragado com os elementos que lhe constituíam a primeira refeição diária.
Em apuros, o peixinho aflito orou ao Deus dos Peixes, rogando proteção no bojo do monstro e, não obstante as trevas em que pedia salvamento, sua prece foi ouvida, porque o valente cetáceo começou a soluçar e vomitou, restituindo-o às correntes marinhas.
O pequeno viajante, agradecido e feliz, procurou companhias simpáticas e aprendeu a evitar os perigos e tentações.
Plenamente transformado em suas concepções do mundo, passou a reparar as infinitas riquezas da vida. Encontrou plantas luminosas, animais estranhos, estrelas móveis e flores diferentes no seio das águas. Sobretudo, descobriu a existência de muitos peixinhos, estudiosos e delgados tanto quanto ele, junto dos quais se sentia maravilhosamente feliz.
Vivia, agora, sorridente e calmo, no Palácio de Coral que elegera, com centenas de amigos, para residência ditosa, quando, ao se referir ao seu começo laborioso, veio a saber que somente no mar as criaturas aquáticas dispunham de mais sólida garantia, de vez que, quando o estio se fizesse mais arrasador, as águas de outra altitude, continuariam a correr para o oceano.
O peixinho pensou, pensou... e sentindo imensa compaixão daqueles com quem convivera na infância, deliberou consagrar-se à obra do progresso e salvação deles.
Não seria justo regressar e anunciar-lhes a verdade? não seria nobre ampará-los, prestando-lhes a tempo valiosas informações?
Não hesitou.
Fortalecido pela generosidade de irmãos benfeitores que com ele viviam no Palácio de Coral, empreendeu comprida viagem de volta.
Tornou ao rio, do rio dirigiu-se aos regatos e dos regatos se encaminhou para os canaizinhos que o conduziram ao primitivo lar.
Esbelto e satisfeito como sempre, pela vida de estudo e serviço a que se devotava, varou a grade e procurou, ansiosamente, os velhos companheiros. Estimulado pela proeza de amor que efetuava, supôs que o seu regresso causasse surpresa e entusiasmo gerais. Certo, a coletividade inteira lhe celebraria o feito, mas depressa verificou que ninguém se mexia.
Todos os peixes continuavam pesados e ociosos, repimpados nos mesmos ninhos lodacentos, protegidos por flores de lotus, de onde saíam apenas para disputar larvas, moscas ou minhocas desprezíveis.
Gritou que voltara a casa, mas não houve quem lhe prestasse atenção, porquanto ninguém, ali, havia dado pela ausência dele.
Ridicularizado, procurou, então, o rei de guelras enormes e comunicou-lhe a reveladora aventura. O soberano, algo entorpecido pela mania de grandeza, reuniu o povo e permitiu que o mensageiro se explicasse.
O benfeitor desprezado, valendo-se do ensejo, esclareceu, com ênfase, que havia outro mundo líquido, glorioso e sem fim. Aquele poço era uma insignificância que podia desaparecer, de momento para outro. Além do escoadouro próximo desdobravam-se outra vida e outra experiência. Lá fora, corriam regatos ornados de flores, rios caudalosos repletos de seres diferentes e, por fim, o mar, onde a vida aparece cada vez mais rica e mais surpreendente. Descreveu o serviço de tainhas e salmões, de trutas e esqualos. Deu notícias do peixe-lua, do peixe-coelho e do galo-do-mar. Contou que vira o céu repleto de astros sublimes e que descobrira árvores gigantescas, barcos imensos, cidades praieiras, monstros temíveis, jardins submersos, estrelas do oceanos e ofereceu-se para conduzi-los ao Palácio de Coral, onde viveriam todos, prósperos e tranqüilos. Finalmente os informou de que semelhante felicidade, porém, tinha igualmente seu preço. Deveriam todos emagrecer, convenientemente, abstendo-se de devorar tanta larva e tanto verme nas locas escuras e aprendendo a trabalhar e estudar tanto quanto era necessário à venturosa jornada.
Antes que terminou, gargalhadas estridentes coroaram-lhe a preleção.
Ninguém acreditou nele.
Alguns oradores tomaram a palavra e afirmaram, solenes, que o peixinho vermelho delirava, que outra vida além do poço era francamente impossível, que aquelas história de riachos, rios e oceanos era mera fantasia de cérebro demente e alguns chegaram a declarar que falavam em nome do Deus dos Peixes, que trazia os olhos voltados para eles unicamente.
O soberano da comunidade, para melhor ironizar o peixinho, dirigiu-se em companhia dele até a grade de escoamento e, tentando, de longe, a travessia, exclamou, borbulhante:
- "Não vês que não cabe aqui nem uma só de minhas barbatanas? Grande tolo! vai-te daqui! não nos perturbes o bem-estar... Nosso lago é o centro do Universo... Ninguém possui vida igual à nossa!..."
Expulso a golpes de sarcasmo, o peixinho realizou a viagem de retorno e instalou-se, em definitivo, no Palácio de Coral, aguardando o tempo.
Depois de alguns anos, apareceu pavorosa e devastadora seca.
As águas desceram de nível. E o poço onde viviam os peixes pachorrentos e vaidosos esvaziou-se, compelindo a comunidade inteira a perecer, atolada na lama...
(André Luiz, psicografia de Chico Xavier)

12 de agosto de 2012

OLIMPÍADAS OU MENSALÃO: Da Mediocridade Humana

"O que seria melhor? o mensalão tirar os holofotes do péssimo desempenho olímpico do Brasil ou o contrário? "
frase do Ministro do Esportes Aldo Rebelo para advogados em Brasília.

Acordei o dia com o estomago embrulhado devido a mediocridade que assola o país nos últimos tempos. 
De um lado, os "honrados membros do mensalão" que insistem em dizer que nada existiu. Que o dinheiro desviado foi totalmente normal. E para expor o assunto, Arnaldo Jabour foi brilhante em sua colocação. Faço minha as palavras dele. 
Por outro lado vejo os 15 minutos de fama de Paulo Coelho falando mal de James Joyce.
E finalmente veio este sem noção e rei da mediocridade ministro dos esportes (não seria muito educado falar todos os adjetivos que tenho vontade de falar)
Eu tiro o chapéu para todos os nosso atletas que lutam e choram por este país sozinhos, com muita garra e sensação de abandono. Foi fantástico o desabafo da técnica Rosicleia Campos.
Somos o país que continuará deitado eternamente em berço esplêndido. O país de um senado que vota em período eleitoral 50% do sistema de cota mas que não dá educação digna aos estudantes da classe que vai usufruir desta lei. 
Já escrevi sobre isto em um post anterior,  me perdoem os amigos que são favoráveis ao sistema de cota. Mas para mim é um sistema que diz "não sou competente o suficiente para competir com você, então o governo me faz este favor"
Para mim justiça social é uma escola primária forte, saúde e segurança. Mas o governo (e não só a da era PT) quer é continuar ter um curral eleitoral alimentado com migalhas.
E esta igualdade social passa também pela questão dos esportes. Os políticos montam o circo sobre o incentivo ao esporte nas comunidades carentes, mas como podem sair de lá campeões se quando voltam para casa mal tem o que comer? Se para chegarem em casa passam pela boca de fumo?
Se o Brasil não repensar agora suas ações, teremos mais ministros medíocres falando este absurdo, e que para mim, juro que me soa como deboche.

Até a próxima!

 


11 de agosto de 2012

Estou me sentindo a bruxa má!

Isso mesmo!
é assim que me sinto!

Nestes longos meses aconteceram tantas coisas na minha vida - mas tantas! - que elas foram me atropelando e acabei abandonando o blog.
Novas diretrizes de vida, novos desafios, novos tombos, novas almofadas (para os tombos não doerem tanto).
Mas prometo colocar em dia as "fofocas" ok?

E de tudo que foi passado neste período, tirei um aprendizado que divido com você:

Se surgir um problema na sua vida, não saia ocupando todo o seu tempo tentando resolvê-lo. 

Isso vai gerar muito stress e a sensação de incompetência, de derrota.

Deixe um tempo para você mesmo. Para respirar e principalmente entender quais os sentimentos que batem em seu coração com relação ao que está acontecendo.

Não perca esta oportunidade para se conhecer nas adversidades. 

(Rosangela Pertile)

Pois é isso que estou fazendo, principalmente durante as longas caminhadas diárias que estou me proporcionando fazer.

Até a próxima!

8 de junho de 2012

RECICLARTE: Eu e Meus Raios-X

Como eu escrevi no último post, eu estou envolvida com minha horta. Mas anda chovendo tanto que eu tive que parar este projeto até que fique melhor de mexer na terra. Ah.. as minhocas já chegaram e devem estar se divertindo muito entre a terra fofa.
Então, olhando para esta chuva que não pára, resolvi fazer reciclarte.
Há muito tempo eu vi em sites de compra uns suportes para botas. Me incomoda ver as botas de cano alto caídas, e depois de algum tempo acaba marcando o couro. Como o valor de um suporte é meio salgado (R$ 49,00 em média) para quem é fã de botas e está com grana curta, eu resolvi inventar o meu próprio suporte.
Pensei... pensei... pensei...
... e resolvi fazer com as radiografias velhas que eu tinha em casa.
comecei recortando um molde em formato de um sino para ficar maior na área da panturrilha.
Assim já daria para colocar dentro da bota, enrolado. Mas ficaria muito feio não concorda? Assim resolvi cobrir com contact branco (desculpe as bolhas mas eu e o contact não nos damos bem)
Depois juntei as partes e "voilá", temos um suporte para botas de radiografias reutilizadas.
Assim a bota fica certinha quando for guardar, sem marcar o couro.
Espero que tenha gostado da reciclarte de hoje!
Até a próxima!

3 de junho de 2012

MEU JARDIM: Algumas Novidades

Nas últimas chuvas, eu acabei perdendo quase toda a minha horta. o solo acabou compactando demais, ficando encharcado e acabei perdendo minhas plantas.
Procurei... procurei e finalmente acabei achando um minhocário. Comprei algumas centenas de minhocas para aerar o solo na esperança de proteger minhas plantas contra outra inundação. Enquanto elas não chegam, eu comprei terra para preparar a casa delas.
Eu sempre fui ambientalmente correta. Gostaria de ter uma casa com aquecimento solar, água reaproveitada etc.
Aproveitei para colocar em prática uma idéia de reaproveitamento de embalagens PET, que é um resíduo que muito me incomoda.
Decidi colocar nestas garrafas os temperos "Johann", ou seja, aqueles temperos que costumam ser espaçosos e bagunçar tudo ao seu redor. Suas raízes vão se espalhando e sufocando as demais.
Coloquei o orégano, um manjericão doente (para tratamento) e uma salsinha que está minguando para tentar recuperar.
Cortei a garrafa PET ao meio e coloquei encaixada. Assim podemos regar a planta mas ele não fica com o solo encharcado, e caso seja necessário, ela vai absorvendo a água que porventura esteja no fundo.  E se quiser, pode jogar o excesso de água fora também. A minha idéia é depois pendurar na parede da horta, mas hoje não tive tempo.
Fiz diferente na menta, que espalha a raiz na horizontal. Cortei uma embalagem de amaciante (muito bem lavado!!!), coloquei pedrinha no fundo e a plantei.
E enquanto eu trabalho, a parte animal da casa relaxa...
 
Aproveitei para dar uma acertada na fonte dos pássaros, e até que ficou legal!
E o melhor de tudo, saber que nasceu no meu jardim um trevo de quatro folhas... para dar sorte! Quando eu terminar a horta na próxima semana, eu mostro para voce.
Até a próxima!





27 de maio de 2012

ADRENALINA!!! Cadê você?

No início de abril, eu tomei uma decisão que mudou a minha vida, mudei de emprego. Saí de um dia-a-dia corrido, estressante, onde tudo sempre estava pegando e agora estou em um lugar onde posso me planejar, fazer tudo de forma organizada.
Não tenho dúvidas que foi uma escolha sensata e ideal, mas depois de 12 anos agindo como bombeiro (apagando incêndio) eu estou sentindo falta deste estress. Ou melhor, eu não! Meu organismo está se ressentindo da falta de stress.
Às vezes me pego "viajando" no pensamento, dispersando. E logo eu que sempre fui tão ligada. Nestas últimas semanas tive tempo para fazer tudo - do sapateiro à manicure - mas acabei não fazendo nada, e andando de um lado para o outro.
Estou me adaptando aos poucos, e estou tendo tempo para isso. Mas aí (é claro!) comecei a refletir...
Eu trabalhei doze anos de minha vida com um nível alto de stress mas como as coisas foram ocorrendo de forma gradativa, eu acabei não sentindo estas mudanças.
E me senti como o sapo fervido. Dizem que se um sapo for colocado na água fervente, ele pula pois sente a temperatura. Mas se você o colocar na água fria e ir aumentando a temperatura aos poucos, ele morre cozido mas não percebe.
E nosso dia-a-dia está assim. Tudo muito corrido. A vida agitada, as informações chegando aos nossos sentidos de roldão.
A competitividade e junto com ela milhares de formas de vencê-la - o que acho mais estressante. Nós estamos como os sapinhos fervidos, e quando chega uma doença associada à qualidade de vida, vemos que o cara até tinha uma vida regrada, mas o "fast-foward" da vida ele estava no máximo.
Eu me peguei não mais trabalhando agitada, mas pensando e agindo de forma agitada (e quiçá quase histérica rsrsrs) com os que estão próximos.
E em uma destas reações, me vi agindo aceleradíssima, como se a inércia fizesse que, mesmo sem nenhuma força me empurrando para frente, eu continuo em movimento.
E sinceramente? acho que não sou a única mortal que teve, tem ou terá este problema. Acho que cada um de nós deve colocar a cabeça para refletir sobre isso.
E o que me deixa mais preocupada, é que este problema deve acontecer aos montes com as pessoas que se aposentam e param totalmente a produtividade, e ficam dando milho aos pombos. A cabeça deve dar uma pane geral, né?
E o meu objeto de reflexão dos próximos dias é: como controlar esta aceleração para ter mais qualidade de vida?
Até a próxima!



24 de abril de 2012

Mente & Coração

Conta a lenda que em um reino muito própero e feliz, o sábio rei Kamadewa, em seu leito de morte, deixou para seus dois filhos - Ravi e Shandar, a responsabilidade de governar mantendo a prosperidade de seus súditos.
Para que isso acontecesse, o rei tirou de sua coroa duas pedras: uma vermelha - a do coração, e outra azul - a da justiça, e mandou que seus filhos escolhessem a melhor forma de dividir as pedras e o reino.
Assim, após a sua morte, a conselheiro Candal, amigo do rei, dividiu o reino igualmente em dois e mandou confeccionar duas coroas com um lugar central para colocar as pedras escolhidas. Pediu aos príncipes para pensarem em como dividir as pedras e para que ele pudesse guardar a adaga da sabedoria que pertencera ao rei e assim foi concedido.
No dia da coroação, o príncipe Ravir escolheu a pedra vermelha do coração e disse: "Sem sentimento, não há prosperidade!"
Por sua vez, o príncipe Shandar escolheu a azul e assim falou: "Sem justiça não há prosperidade!"
Após a cerimônia, os dois novos reis foram para seus castelos governar seus reinos...

Os anos se passaram e os reinos começaram cair em desgraça, em desunião e o povo se virar contra o seus reis.
No reino de Ravi, onde morava o coração, as pessoas começaram a fazer o que queriam, era só dizer para o rei que estava doente, que não precisaria trabalhar; que o rei mandava tirar de quem produzia e dava para ele, sem pestanejar. As decisões eram feitas de acordo com o sentimento do rei.
Por sua vez, no reino de Shandar, onde morava a justiça, mesmo que as chuvas arrasassem as plantações, se não produzia, não comia. Se o pai ficasse doente, as crianças saíam da escola para trabalhar e assim conseguir o dinheiro da moradia. Ali, as decisões eram feitas de acordo com as leis - vale o que está escrito.

Até que um dia, os dois reis, já cansados de tentar recuperar a paz do seus reinos, foram visitar o sábio e perguntaram o que eles tinham feito de errado.

E Ravi assim falou:
- Sábio Candal, escolhi a pedra do coração para poder decidir com o coração, com humanidade. Não queria que minhas decisões levasse em consideração apenas o que está escrito nas leis e veja o que está acontecendo!
Shandal também se pronunciou e assim falou:
- Sábio Candal, escolhi a pedra da justiça para poder decidir de acordo com o que está escrito, para não cometer injustiça no meu reino. Não queria que minhas decisões levassem em conta o que sentia em relação aos meus súditos. e veja como está meu reino!

Ao ver as lágrimas dos dois reis, o sábio pediu a pedra de cada um deles, e com a adaga da sabedoria cortou-as ao meio e colocou em cada coroa a metade de cada uma.
E assim explicou ao reis:

- Seu pai governou com as duas pedras. A prosperidade de seu reino sempre foi devido a isso. Não há justiça sem coração. As leis são frias e existem em um pedaço de papel, por isso apenas o calor do coração pode aquecer o que está escrito e transformar estas duas virtudes em bem-estar para todos.

E assim, ao cair da noite, cada rei foi para o seu reino, com a certeza de dias melhores.



Até a próxima!

8 de abril de 2012

UM MÊS - E assim se passaram 30 dias, ou uma vida

Sexta-feira completou um mês que fiz a minha cirurgia de histerectomia total. A quarta cirurgia em três anos. Confesso que se tem uma coisa que eu não gostaria de saber de cor e salteado é o procedimento de um hospital. Nada de novo...
Desta vez eu não tive muito tempo de refletir no caminho do quarto ao centro cirurgico, pois logo me deram a anestesia, só tive tempo de pedir “Deus, que esta seja a última, ok? Mas que seja feita a sua vontade”. Tinha passado pela minha cabeça uma plasticazinha, mas quer saber de uma coisa?? Desculpe-me as feias, mas sou linda assim mesmo!!! Rsrsrs.
E passei por esta numa boa. No dia seguinte pela manhã já estava de banho tomado, cheirosa, de gloss e vestido rosa. Afinal não gosto de repetir sempre uma roupa, e o roupão branco do hospital está virando um uniforme rsrsrs. 
E lá estava eu internada sim,  derrotada não !  Prazer - RoPertile!
Neste tempo todo (3 anos) confesso que só teve uma vez que me perdi de mim mesma. Quando uma pessoa fez uma coisa que eu havia pedido para nunca fazer, quando os pontos da primeira cirurgia ainda estavam abertos, assim como o coração. E nesta hora eu me perdi. Me perdi de mim mesma, dos meus valores e crenças. Foi muito ruim, mas como tudo na vida, passou. E de tudo, nos cabe a experiencia vivida e traduzida em fortalecimento do Espírito.
Mas aí eu lembrei que uma frase que escutei certa feita: “Espere tudo das pessoas, até mesmo que elas te respeitem” (Paulo Cordeiro). E nesta frase eu retornei ao meu princípio de causa e efeito... e assim me achei de novo – para nunca mais deixar de ser RoPertile. 
E esta última cirurgia passou, há um mês. E confesso que foi um mês muito diferente. Muita reflexão, muitas boas (e não tão boas) notícias.
Tive a agradável surpresa de um amigo muito querido que há muito tempo não tenho contato me desejando boa sorte, e rezando por mim (Que a chuva caia de mansinho em seus campos...)
Pessoas doando sangue para mim, e fazendo a maior bagunça no Hemocentro (isso mesmo, eles se esbarravam no hemocentro rsrsr). Tantas mensagens, tantos telefonemas, e confesso (já pedindo desculpas!) que algumas vezes desligava o celular para poder descansar. 
Uma coisa que trabalhei em mim foi o TOC de ver as coisas fora do lugar. Caramba!!! Que angústia ver as folhas que caíam no quintal sem poder pegar na vassoura e varrer tudo! Sem poder cozinhar, dar uma arrumadinha na casa etc. 
E assim chegamos no domingo de Páscoa. O primeiro trimestre do ano voou.
E a partir de amanhã retomo minhas atividades normalmente. Claro! Sem poder (ainda) correr, nadar e...
Mas falta pouco, muito pouco.
O mundo é dinâmico, as dores viram sonhos, as alegrias viram saudades. E mais do que isso, um mês de molho é mais do que tempo para se pensar o que fazer da vida e como proceder na vida. E é assim, amanhã é um dia de muitas mudanças.
Ah... contei para você que comecei o meu curso de Gestão de Restaurantes? Petit  Mondrian em processo de gestação...

E como diz Guilherme Arantes...

Cuide-se bem!
Eu quero te ver com saúde
E sempre de bom humor
E de boa vontade
E de boa vontade
Com tudo...

Prá nunca perder
Esse riso largo
E essa simpatia
Estampada no rosto... 

Até a próxima!

7 de abril de 2012

Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades


Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, 
Muda-se o ser, muda-se a confiança: 
Todo o mundo é composto de mudança, 
Tomando sempre novas qualidades. 

Continuamente vemos novidades, 
Diferentes em tudo da esperança: 
Do mal ficam as mágoas na lembrança, 
E do bem (se algum houve) as saudades. 

O tempo cobre o chão de verde manto, 
Que já coberto foi de neve fria, 
E em mim converte em choro o doce canto. 

E afora este mudar-se cada dia, 
Outra mudança faz de mor espanto, 
Que não se muda já como soía. 

Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"

24 de março de 2012

Tem Algo de Errado Comigo?

Já é quase amanhã. E cá estou eu esperando meu computador fazer uma imagem do HD que perdi. Este processo está estimado para ocorrer em 7 horas... E nesta espera eu filosofo....
E como estou exercitando meus dedinhos no controle da TV, me deparei com dois programas corriqueiros, mas que eu nunca parei para ver. A tal novela das 9 e sua Teresa Cristina e a chamada do BBB (não consigo ver, desculpe quem gosta)
Enfim... todo mundo sabe quem é Teresa Cristina, muitos repetem os trejeitos do tal do Cro, mas quase ninguém conhece Ceci, Capitu ou a Moreninha.
Como nós deixamos chegar a este ponto a educação brasileira?
Estes livros não são apenas "o saco" para fazer a prova, mas refletem a nossa história, as estórias nos mostram quem fomos, quem somos.
Nossa história, de tão esquecida,deu origem aos falsos heróis, aqueles que são chamados de heróis em público porque "sobreviveram" trancados em uma casa com todos os recursos durante algumas semanas atras de uma pequena fortuna.
Até mesmo a escola não incentiva a leitura, o que é uma pena!
Eu sou sócia de uma locadora de livros há 19 anos, A Histórias e Estórias. E o que tem lá que me prende por tanto tempo?
Vida! Vida em forma de letras, vogais, frases e histórias. E a cada autor que vive da sua obra em uma sociedade feita de personalidades extraídas de excertos de Andy Warhol, este sim, eu chamo de herói!
E quem não lê, não conhece as mudanças em nosso mundo e não entende uma propaganda destas
Até a próxima!

18 de março de 2012

Solidariedade é Preciso!

Quando estava me preparando para a cirurgia de 15 dias atrás, fiquei sabendo que pelo quadro clínico que eu apresentava, teria que fazer uma reserva de sangue. Como a data da minha cirurgia seria logo depois do Carnaval, fui avisada pelo Banco de Sangue que precisaria garantir a minha "cota de sangue" através de doações.
Comecei a falar com as pessoas do trabalho, da minha Casa Espírita, amigos pessoais, familiares, enfim. Mobilizei meio mundo!
No fim das contas, teve um monte de gente doando e tive a certeza que, além do carinho dos amigos eu acabei ajudando na reposição do Banco de Sangue. Os amigos chegavam a se encontrar no Banco de Sangue e ainda faziam a maior bagunça. Ainda bem que a chance de um doador se expulso era mínima.
A operação foi um sucesso e a campanha também.
Hoje estava vendo TV quando passou a campanha do Gianecchini. Ele agora luta pela Abrale, que é a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia.
E só quando a gente passa na pele o problema é que damos valor a pequenas coisas, pequenos gestos que nada nos custam.
Teve várias pessoas que me disseram que durante a doação de sangue, refletiram porque não fazem da doação uma rotina, e a maioria disse - preguiça.
Temos que nos movimentar em direção do outro. Temos que ser solidários, fazer ao outro aquilo que gostaríamos que nos fizessem.
Que tal começarmos este exercício agora, sem ter que precisar de sangue para saber da importância da doação ou ficarmos doentes para sabermos o quanto é bom receber carinho e atenção.
Vamos lá??? O mais difícil é o primeiro movimento.

E lembrando o lema da ABRALE, 100%  de esforço onde houver 1% de chance.
Até a próxima!

17 de março de 2012

Quer um Conselho? Não compre no site da Westwing

Acho que uma coisa que já está no sangue dos internautas, é a compra pela internet. Já nos acostumamos tanto com as compras online que já não nos preocupamos muito com os sites de compra. Sempre tive "sorte" com minhas compras. É muito comum entregarem até mesmo bem antes do prazo estabelecido.
No começo deste ano, conheci pelo Facebook a empresa Westwing, de produtos de decoração. Cada coisa mais linda do que a outra! Realmente peças de muito bom gosto.
A minha primeira compra foi um conjunto de peças do Museu Van Gogh. O tempo de entrega deles já é bem estendido, de 25 dias úteis após o encerramento da campanha. Estas peças que foram compradas no dia 03/01/2012 teriam que estar na minha casa no prazo máximo de 08/02. Meu pedido chegou dia 10/02 com uma xícara quebrada. Eles disseram que iriam recolher a peça no dia 23/02. Até hoje a caixa está esperando na portaria da minha mãe.
Antes de receber o produto acima, pensando que estava em um site confiável, comprei um segundo produto para ser entregue no dia 06/03. Até hoje não chegou.
Quando a gente liga para lá, ou não atende ou estão analisando. Se você escreve recebe (quando recebe) uma resposta padrão.
Fui ver no site Reclame Aqui e fiquei consternada de saber que TODAS as reclamações são relacionadas a entregas. Atrasam , não entregam, não tem. enfim, um transtorno só.
Para quem tem Facebook, a quantidade de reclamações lá também é demais!
Sei que muitos que lêem meu blog curtem decoração, mas um conselho de amiga, NÃO COMPREM PELO SITE WESTWING ou BAMARANG, que é do mesmo grupo.
As peças são muito lindas, de muito bom gosto, mas não vale a pena o stress e a incerteza de saber se a compra vai chegar ou não. Sim, porque a fatura do cartão já chegou - sem atrasos!!!!!

Até a próxima!

16 de março de 2012

Saudades das Pequenas Coisas

Parece estranho, mas sabe aquelas coisas chatas, que todo mundo reclama que tem que fazer? Estou morrendo de saudades!
Sinto saudades de brincar com os cachorros, em cuidar do quintal. Minha horta está meio abandonada, com umas plantinhas indesejáveis nascendo exatamente quando eu não posso abaixar rsrsrs
Tenho passado meus dias deitada ou sentada, e às vezes em um surto delirante, me vejo abrindo furtivamente o portão e saindo até a esquina. Ô vontade de dar uma voltinha!! Fazer minha caminhada de manhã, natação. Ai ai ai chego a suspirar.
E hoje então! Começou a música do seriado Hawai 5-0. Quando eu quis começar a me mexer vem aquela voz de trovão atrás de mim: Não Pode, você está operada!!!!
Vixe, que coisa chata...
Mas sabe o que mais estou com saudades, se é que isso pode sem mensurado?
Cozinhar...
Ai que saudade de colocar uma panela no fogão! Aquele cheirinho de refogado subindo... a cebola dourando... e o "ssshhhhhh" do azeite na panela então???
Atualmente eu só posso supervisionar os demais moradores da casa à distância. De no mínimo dois metros. Começo a achar que este povo daqui está tirando onda da minha cara, só pode!
E olha que com este tempo todo sobrando, o que eu tenho visto de programa de culinária rsrsrs.
E enquanto escrevo, vejo como fazer um arranjo floral com alho poró! Inusitado. Veja como ficou bonito:
É do site do canal Bem Simples, que descobri que existe há pouco tempo.
Mas tenho certeza que em breve esta inação vai passar, em breve volto a caminhar, cuidar da horta e principalmente cozinhar. E te prometo, em breve novas receitas e indicações de vinhos
Até a próxima!


14 de março de 2012

A Incrível Arte de Saborear a Vida

E assim se passou uma semana....
Desde a cirurgia estou sem poder fazer nada. Não posso abaixar, não posso pegar peso, não posso cozinhar, não posso andar rápido. Não posso ... não posso ... não posso.
Esta ingrata frase é repetida centenas de vezes durante o meu dia, mas o que fazer? Sou hiperativa e ponto!
Quando começo a pensar algo, já vem um e diz - NÃO!! Afff...
Nas conversas que tenho diariamente com as pessoas que ligam para saber notícias, sempre falo que a minha recuperação está ótimas mas eu estou muito ansiosa para que esta fase de inação possa terminar logo.
E de tanto eu escutar que tenho que ter paciência, comecei a pensar na necessidade não da paciência, mas da flexibilidade. A paciência é apenas uma parte deste processo.
A palavra-chave é flexibilidade, gerada pela rápida adaptação à situação apresentada
Não adianta eu ficar ansiosa, haja visto que eu tenho que ficar um bom tempo nesta dependência dos outros, até para levantar da cama.
E por onde passa a flexibilização? No caso da cama, é colocar alguns livros e revistas do lado, para que eu não enjoe de um só e fique irritada de ter que descansar um pouco. E assim o tempo vai passando.
Quando eu desço para o térreo, meu filho desce com praticamente uma mala (rsrssr). Livros, computador, caderno, enfim tudo aquilo que possa vir a preencher meu tempo antes que eu resolva voltar para o andar de cima.
E esta flexibilização de atividades tem feito com que eu fique mais paciente, pois cansei de ler o livro, volto para o computador e vice-versa. Sem stress ou ansiedade. Simples assim.

Até a próxima!


13 de março de 2012

Um Bom Papo, o Café e... O INTRUSO!

E de repente você encontra um amigo muito querido na rua, naquela cena de quase um atropelar o outro. E naquela ânsia de contar as novidades de um ano em cinco minutos, vocês resolvem entrar em um café e tomar um delicioso expresso enquanto tentam atualizar a vida.
Escolhem aquele Café silencioso, longe do barulho caótico do centro da cidade.
Começam a contar como vai a vida, livros que leram, filmes que assistiram.
Mas lá no meio do papo, quando a ansiedade começa a diminuir você percebe que não estão sozinhos à mesa...
Aquele amigo que você tanto queria ver e conversar divide sua atenção entre você e o...
...celular!
Isso mesmo, a cada 30 segundos de conversa ele desvia a atenção de você para olhar o celular. E de cinco em cinco minutos ele aperta aquele botãozinho para poder iluminar a tela. Ver se alguém ligou  mesmo quando o pequeno algoz tecnológico é vigiado o tempo todo.
Você pode até gostar muito do seu amigo, mas convenhamos, ele é um mal educado digital!
Quando isso acontece comigo, nem que seja na hora do almoço com colegas de trabalho, eu acho horrível, pois é como se uma provável chamada possa ser tão ou mais importante do que suas palavras.
Eu fico com a tosca sensação de não ter uma conversa interessante, pois a estatística é mais importante que eu - sim! a probabilidade de alguém ligar prende mais a atenção do seu interlocutor do que você!
Claro que no mundo moderno a comunicação é essencial, mas venhamos e convenhamos, tem gente que já está extrapolando não acha?

Até a próxima!

7 de março de 2012

FAÇA A VIDA VALER A PENA (3): Agradecimento aos Amigos

E passou o pior... 
Internei ontem antes das seis da manhã, fui para o centro cirúrgico por volta de oito horas, voltei para o quarto e acordei da anestesia as quatro da tarde. Passado o pior, cá estou no quarto do hospital louca para ir para minha casa.
Como eu poderia precisar de sangue, em com a cirurgia logo depois do Carnaval, o Banco de Sangue me solicitou doadores para eu poder operar em segurança. Assim, fiz uma campanha no trabalho, entre a família, os amigos da Casa Espírita e do Facebook. Teve até amigos queridos que perguntaram se podiam doar de outro estado, depois do prazo por estarem trabalhando etc.
Eu dizia que podiam sim, não seria para mim, mas para um monte de gente que - assim como eu - estava precisando. Destes eu digo que recebi o "sangue espiritual", ou seja o sangue doado para outro que nasceu na vontade de me ajudar.
A cirurgia, mesmo sendo bastante complicada (retirada do útero e trompas), transcorreu de forma tranquila. A minha médica que é bastante religiosa, assim como eu, entregou nas mão de Deus a cirurgia, e como ela entregou do lado de lá e eu entreguei do lado de cá, foi um sucesso.
E como depois de passada a noite vem o dia, e já que podia tomar banho pela manhã (depois de tirar a sonda) lá fui eu me perfumar, pentear o cabelo e passar o gloss. Claro, não é porque estou no hospital que estou derrotada né? rsrsr
Acho que de tudo, o que nos resta fazer é nunca desistir e ter atitude positiva. Ter a certeza de que esta é a minha última cirurgia, mas se não for, não tem problema, cada vez que faço uma, fico mais fortalecida, principalmente porque sei que tenho um monte de amigos rezando por mim, fazendo correntes, preces, irradiações, pedindo a Deus me proteger nestas horas.E Ele sempre protege.
Amanhã estou indo para casa, grata por ter passado por mais esta prova. Grata pelos amigos que tenho, grata pela família que me ampara e sustenta e falando sempre:
- Senhor, que seja feita a Sua Vontade, e que mesmo que não seja a mesma que a minha, que eu me resigne pela Sua sabedoria!
Até a próxima!


5 de março de 2012

FAÇA A VIDA VALER A PENA (2): Amanhã é Dia de Cirurgia!

Lá pelos idos de 2010, eu fiz uma cirurgia de retirada de uns "carocinhos" da mama (como eu gentilmente batizei os 6 tumores que apareceram).
A vida passou, me acostumei com as cicatrizes, voltei a caminhar, levar os cachorros para passear. Passado um tempinho maior eu voltei a nadar, e sonhei com a Marathone du Medoc, para tomar vinho e tentar terminar a corrida rsrsrs.
O tempo passou mais um pouco e olha eu voltando para rever meu planejamento.
Amanhã estarei me submetendo a uma histerectomia total.
As pessoas me perguntam como estou me sentindo, e a única resposta que tenho é "de saco cheio". Mais hospital, mais risco cirúrgico - como esta é a quarta operação em menos de 3 anos, já sou amiga do cardiologista e tudo!!!
O mais chato de tudo é ter que deixar a minha querida e amada rotina por um bom tempo.
Natação, passeio com os cachorros, caminhada. Enfim, tudo postergado por mais um bom tempo.
Aqui em casa foi a maior confusão, porque me recuso a ficar fora de casa. Só que moro em uma casa de dois andares, e isso quer dizer que depois que chegar, tive que prometer ficar só no andar de cima, onde ficam os quartos e meu escritório. Graças a Deus tento levar tudo na brincadeira, e agora estou me vendo assim:
O bom é que o Príncipe Encantado pode subir tranquilamente as escadas para tirar meus dois dragõezinhos do quarto quando estiverem fazendo bagunça (a cachorrada).
E no mais, é encarar isso como mais uma etapa da vida, que passa, como tudo.
E claro, eu tinha que me despedir de vocês (momentaneamente) com uma homenagem ao nosso grande compositor Villa Lobos, que faria 125 anos hoje.
video
No dia que imaginei como seria o canto de um anjo...
Até a próxima!

12 de fevereiro de 2012

A COZINHA E EU (8): Aproveitando as "Sobras"

Um dia destes, minha mãe veio passar o dia aqui em casa.  Para o almoço, ela passou na padaria e comprou dois (!!!!) frangos. Com certeza um exagero, sabendo que comeriam apenas três pessoas.
Acabou sobrando um frango inteiro. Eu o desossei e congelei. Afinal, para mim uma das piores coisas que podemos fazer é o desperdício de alimentos, enquanto falta o mínimo para tantos outros.
Há um bom tempo eu queria usar esta sobra de frango que estava congelado, e hoje, depois de alimentar todos os animais da casa e o filhote sair para um evento animê, lá fui eu para a cozinha.
Passei os pedaços do frango pelo processador para ficar bem triturado. Eu acho que fica melhor para poder fazer um recheio para diversos pratos.
Como ele jé está temperado, a saída é colocar temperos fortes e cozinhar bem.
Primeiro eu fiz um refogado bem dourado de cebola e alho.
Depois coloquei os seguintes ingredientes:
- pimenta branca (bem mais suave, combina melhor com carnes brancas)
- cominho
- 1 folha de louro
- sal
O molho de tomates é um caso a parte, pois eu gosto de fazê-lo em casa. Uma receita que faço é a do blog Receita Passo a Passo. Fica uma delícia!!
Deixo cozinhar bastante, até ficar bem sequinho. A consistência fica uniforme, ótima para rechear o que quiser, sem aqueles pedaços de galinha.
Um conselho: ao deixar secar o recheio, cuidado ao abrir a tampa da panela, costuma "pipocar"
Deixe esfriar bem e recheie omeletes, panquecas, enfim! o que sua imaginação quiser. Só coloque o recheio quando estiver frio, pois fica mais grosso.
Deste aí eu fiz algumas panquecas, e o que sobrou vai para a geladeira, para outras utilizações durante a semana.
Ah... também não sou de desperdiçar frutas e verduras... sabe aquela banana com a casca já escurecida que as crianças geralmente não querem mais comer?
Pois são descascadas, cortadas em fatias. Coloco açúcar (ou adoçante culinário) e canela. Vão para o forno elétrico por 5 minutos e no final recebe uma generosa bola de sorvete de creme. Simples assim!
Diz que a galera vai lembrar da banana passadinha depois de ver esta delícia?
Até a próxima!

25 de janeiro de 2012

Pragmatismo: Em Busca do Bem Estar

Dieta ... natação ... assim tem sido meus dias.
Eu pensei que não fosse aguentar uma semana, mas que surpresa boa!
Não só estou perseverante na minha proposta de mudança de hábitos - que no início era obrigatório (lembra do post da insulina?) mas agora me faz um bem danado!
E agora estou até ensaiando deixar um pouco de lado alimentos industrializados (enlatados, empacotados, etc). Este fim de semana eu fui para a cozinha fazer meu molho de tomate caseiro. O excesso foi congelado e será utilizado durante a semana. Ficou uma delícia!!! E só em pensar que não tem nenhum "ante" (conservante, aromatizante, colorante etc) faz a comida ter outro valor.
Agora que esta penca de problemas de saúde estão passando, estou retomando o projeto de correr na Marathon du Medoc, com início dos treinos previsto para fim de fevereiro, quando acaba o horário de verão porque meu organismo já vai estar acostumado a acordar as cinco da manhã. Também pelo meu condicionamento físico, que deve estar bem melhor graças à natação e ao ciclismo.
Pra mim só não vinga a tal da musculação. Academia?? Tô fora!
Ah..  vou voltar a inventar umas receitas e postar aqui. Tudo natural! E claro, combinando com um delicioso vinho.
Até a próxima!

17 de janeiro de 2012

Ahh.. insulina...

Eu não poderia ter um olho verde e um azul? Seria uma falha genética também! Pô, mas logo resistência à insulina???
Pois é.. cá estou eu penando em uma dieta restritiva (1200kcal!!!) e exercício físico.
Cozinho toda noite o almoço do dia seguinte. Estou levando o almoço para o trabalho.
Mas até que está fashion! Tem um monte de gente de olho na minha lancheira repleta de frutas e alimentação saudável.
A lancheira é um must à parte, pois é de neoprene e muito fashion. Tem uma parecida no site amo bolsas. Me diga se ela não é fofa demais.
Bom.. deixemos de "peruice" e voltemos ao tratamento...
Neste dois últimos dias, eu tenho realizado uma tarefa longe de onde trabalho, e como não sabia se lá tinha lugar para esquentar meu papá, resolvi almoçar na rua.
Gente do céu! que loucura!
Descobri que nós comemos com os olhos. Eu que acostumei com a comida simples de casa, tive "fome de tudo que era gostoso". Fiquei impressionada como o corpo responde a este apelo visual. Sabe a história de um pouquinho de cada coisa??? É coisa pra caramba! rsrsrs
Ainda bem que amanhã volto para meu trabalho normal, eu e minha lancheirinha recheada de frutas.
A natação têm sido um caso à parte.
Eu resolvi fazer natação porque eu tinha que fazer (ó insulina mardita!!!) Tres vezes por semana. E nada, e nada e nada... Livre, peito, costas...
Engraçado que já na segunda semana, eu gostei de ir. Pegava a minha bicicleta e pedalava até a academia.
Claro que a cada braçada lembrava das calorias que estava perdendo...
Mas ontem foi completamente diferente. Cheguei uma pilha do trabalho e optei por ir simplesmente para relaxar, liberar o stress do dia... tô mudando!
E eu acho que esta deve ser a proposta de vida. Exercício para o bem-estar, para o equlibrio
E tenho certeza que este esforço vai dar resultado. Tudo vai ficar bem.
Até a próxima!

11 de janeiro de 2012

Coisa que dá em gente... se fosse porta, não dava!

Então.. eu sempre fui gordinha, daquelas roliças e saudáveis. Durante toda minha vida fiz exames, me mexe daqui... me mexe dali...
Glicemia? Perfeito!
Colesterol? Bom!
Caminhada diária com os cachorros, alimentação saudável. Minha vida por um prato de rúcula! O cheiro, o sabor então...
"Ah... mas ela toma vinho". Sim! e olha os benefícios do resveratrol!
Mas de uns meses para cá, comecei a ficar muito inchada, me sentindo péssima, com um desgaste mental enorme, me sentindo deprimida. sem motivos! Sabe quando não se consegue levantar da cama? Era eu. Eu mesma.
E todos os exames normais. Sem nada!
Até que meu cardiologista me pediu exames específicos para insulina, e a surpresa! Meu organismo é resistente à insulina. É uma síndrome metabólica genética, não tem jeito!
Isso quer dizer que eu como, produzo insulina normalmente mas ela não é utilizada na totalidade pelo organismo.  Coisa que dá em gente!
Como curiosa que sou, li alguns periódicos científicos e me encaixei totalmente no perfil dos sintomas: fadiga e cansaço mental, inchaço intestinal, depressão (!!!), aumento na pressão arterial (fui uma vez para o pronto-socorro com a pressão lá em cima)
Quando o médico foi me explicando, fui entendendo tudinho. Que coisa de doido!!
"Mens doida in corpore doido"
Fiquei toda alegrinha por descobrir a raiz de tudo, mas aí veio a pior parte (rsrsrs).Tem remédio? Sim, tem. Possível efeito colateral do remédio - depressão (pelo principio ativo e pelo preço rsrsrs) - tô fora!
Tem outro remédio? sim. exercício aeróbico e dieta restritiva. Queimar energia.
E é nessa que estou. afinal fazer o que né?
Como eu O-DEI-O o " e um, e dois, e três... DE NOVO!" das academias, me matriculei na natação. E lá vou eu naquela água quentinha nadar e nadar e nadar
E vamos lá!!
Até a próxima!