24 de novembro de 2011

O HOMEM NOVO

Hoje eu recebi um link da Lilly muito bom.
O Augusto Martini, do blog Simplicidade das Coisas falando sobre o Homem Novo, em um artigo do editor Chefe da Revista Época.
Muito bom, mesmo! E vale a pena pontuar algumas coisas que ele fala.
Comentando sobre o Homem Antigo, ele fala algo que me chamou muito a atenção:
O Homem Antigo é invariavelmente provedor (que o Homem Novo nem sempre é), mas pouco sabe da casa e da rotina dos seus filhos, embora possa estar por ali, meio entediado, porque a vida de verdade está lá fora.
A mulher moderna continua fazendo as mesmas coisas que sempre fez, mas agora trabalha fora, estuda, enfim, acaba tendo uma tripla jornada de trabalho.
O homem pode ajudar - e isso é muito importante - na rotina da casa, arrumar, cozinhar,  manter a harmonia da  casa, mas não pode esquecer que mais importante do que a casa arrumada, a geladeira cheia, é ser PARCEIRO. Senão corre-se o risco de, ao invés de formar um lar, formar uma república. 
Quando estudei em Viçosa e morei em república, onde todos trabalhavam para a harmonia e a organização ... e só.
Achei fantástico quando Augusto fala que o homem velho "está por ali", somente isso. 
E fica logo entendiado porque para ele, o que vale é a visão egocêntrica que a vida está porta afora. E simplesmente sai. 
Abandona em casa a oportunidade de ser solidário, de mostrar que se preocupa e sente empatia pelos problemas da companheira. 
Afinal ele dá dinheiro e varre a casa. Já não basta? Ao que mais a mulher pode querer? pensa ele.
A mulher quer alguém que ela possa confiar e conversar sobre aquilo que a aflige. 
É muito? creio que não, pois ela desempenha este papel rotineiramente, sem alarde, e o Homem Velho nem percebe...
Mas vale o alerta ao "Homem Velho". O mundo continua girando, e cada dia é um novo dia, para todos.

Não deixe de ler o blog do Augusto, vale muito a pena.Escrito por um homem que sabe que vale a pena ser "novo"

Até a próxima!



2 comentários:

  1. Bom dia Rosângela!
    Fiquei muito feliz com sua indicação ao meu blog e vim logo ver o seu - o qual gostei muito! Parabéns!
    Sobre o que escrevi a respeito do homem novo. Como disse lá, já fui um "homem velho", ou, pelo menos, com alguns de seus cacoetes. E isso quando nem tinha 20 anos. Depois, com o amadurecimento (hoje tenho 52 anos), vejo tudo com olhos de principiante, com os olhos de alguém recém-chegado, capaz de distinguir o que é realmente verdadeiro do que é simplesmente resultado de avaliações erradas adquiridas de modo imprudente ao longo da vida. Vivi boa parte da minha vida trapaceando comigo mesmo, perdendo um tempo precioso lamentando coisas passadas ou desejando que as circunstâncias fossem diferentes. Não me dava conta de que, quando sucumbimos aos queixumes, quando lamentamos um amor já passado, por exemplo, reduzimos substancialmente nossa possibilidade de uma vida mais prazerosa. Ou mesmo quando lamentamos sobre pequenas coisas que são sem importância.
    A experiência fez de mim um novo velho homem, decidido a fazer bem o que precisa fazer e com a humildade de saber que pode tropeçar aqui e ali. Que ser gentil não me diminui em nada. Que olhar o outro com olhos de carinho deveria ser uma prática diária. Que as tarefas diárias de minha casa me dão prazer. Um novo homem, fiel às suas intuições, ainda que as vezes parece que vai perder-se, mas que logo respira e toma de novo o prumo. Mas, hoje, sobretudo, considero-me um homem corajoso diante das chances que a vida oferece para tentar algo novo.
    Um abraço.
    Augusto

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  2. Augusto
    Obrigado pela suas palavras!
    Um depoimento emocionante!
    Que seu exemplo seja contagiante!

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