14 de novembro de 2010

CUSTODIO DE FREITAS JUNIOR - Um amigo de valor!

Hoje para mim foi um dia muito triste. Durante a madrugada o meu querido Todinho faleceu em meus braços, vítima de um ataque cardíaco.
No início de 2000 eu fiz uma daquelas mudanças radicais na vida. Tinha decidido aceitar novas oportunidades e devido ao trabalho me mudei para Macaé. 
Deixei minha casa, minha família, meus amigos, coloquei Johann (então com cinco anos) em baixo do braço e fui para Macaé.
E com um filho pequeno, uma geladeira e um fogão, fui embora com um sonho a viver.
Macaé é uma cidade muito complicada, desculpem os que gostam de lá mas eu não me adaptei em nada, e chegou um momento em que a saudade de tudo e de todos falou mais alto. Nesta época, como era difícil instalar um telefone fixo no bairro onde morava, não tinha como conversar com os amigos, ou as facilidades de hoje da internet.
 
  Eu tinha uma cadela vira-latas muito fofa lá, a Angélica, mas em um belo dia que eu estava no Rio, a empregada deixou a porta aberta e Angelica sumiu. Como ela era a minha "grande confidente", fiquei muito triste e só.
Assim, um belo dia, meus pais chegaram com uma caixa de sapatos onde tinha lá dentro um filhote de 28 dias da cadela do meu irmão, que tinha dado luz a uma ninhada e mamãe escolheu o menor de todos.
E assim surgiu Custodio de Freitas Junior, ou Todinho para os íntimos.
Ele cresceu cheio de mimos, dormia com Johann, brincava direto e acima de tudo ficava quietinho me olhando enquanto eu desabafava com ele.
E assim se passaram os anos, e eu tive a benção de poder voltar para o Rio, junto daqueles a quem amo e claro! Com Todinho como o mais novo membro da família!
 Todos os meus amigos conhecem Todinho, que se aproveitava dos meus descuidos e corria para pedir um pedacinho de pão para as visitas (rsrsrsr)
Todas as vezes que eu me preparava para embarcar, ele já conhecia a bolsa e enquanto eu arrumava o capacete, o uniforme, ele se escondia embaixo da cama e ficava quietinho.
Quando voltei para o Rio, meu pai já doente, eu me mudei para um apartamento no mesmo prédio que ele. Todos os dias meu pai dava a desculpa de ver se o Todinho estava bem, mas na verdade ele ficava na minha casa escutando meus cds.
 
Passaram-se os anos e mudei para esta casa. Claro que meu grande amigo veio com status de rei da casa, ainda mais quando a Labralouca chegou.
 
Mas há algumas semanas ele começou a apresentar uma tosse insistente, e como estava muito frio e úmido aqui por estas bandas, começamos a tratá-lo como bronquite. 
Como não melhorou, hoje, domingo eu já tinha agendado de levá-lo à clinica para fazer um raio x para a Gisele (veterinária) analisar melhor.
 
Infelizmente não deu tempo. De noite eu senti ele tendo uma contração e quando fui ver ele já estava morrendo. Teve um ataque cardíaco e não tinha nada para fazer, apenas segurá-lo e esperar ele morrer.
Realmente foi muito triste, afinal foi meu companheiro canino durante anos. 
Agora temos a labralouca, que está meio desorientada, lá fora sentada na varanda ainda esperando por ele. Mas isso passa, a vida continua e a evolução dele como princípio espiritual também.
Confesso que vai ser muito chato estes dias sem ele, até me acostumar, mas ... fazer o que? Ficam as lembranças divertidas de anos de convivência.
Valeu Sr. Custódio de Freitas Junior!!!

Um comentário:

  1. Eu sinto muito pela sua perda. Acompanho suas estorias no blog e sei o quanto vc amava esse cachorrinho!
    Mas ele está bem no "céu dos cachorros", só pode!! afinal para aguentar a Labralouca...
    e ela melhorou?
    bjs

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