30 de outubro de 2010

SESSÃO CINEMA - Um Noite de Filme de Terror

Uma coisa que sempre gostei foi de reunir pessoas em minha casa. Amigos, familiares, enfim! A minha casa foi escolhida com o propósito de receber as pessoas que gosto.
E hoje foi um destes dias. Estamos há muito tempo marcando uma sessão de filmes de terror aqui. Não que eu goste, não gosto mesmo! Mas marquei por causa dos meninos, do Johann e seus amigos que adoram contar uma vantagem e mostrar que não têm medo de nada!
Claro que a casa foi apropriadamente preparada para a ocasião...
 Comecei os preparativos logo cedo. Já tinha passado em algumas lojas de festas e planejado todo o ambiente...
A sessão de cinema foi servida de cachorro-quente, pipoca e guloseimas, afinal... temos que fazer uma "bomboniere" como em qualquer sala de cinema!
Mas para dar uma incrementada no clima de terror, comprei umas baratas de plástico e misturei com as guloseimas de goma (ah... maldade pura!), comprei um fantasma com detetor de presença e coloquei embaixo da toalha do lavabo e para completar, um zumbi para colocar na escada.
O clima ajudou muito. de tarde começou a chover forte e relampejar. No início foi tudo incrível! Os meninos chegaram, lancharam, riram até dizer chega! Cada um disse que já tinha visto todos os filmes de terror desde criancinha. Acredito que eles viam "O Exorcista" no lugar de Telletubies!!
O Johann selecionou "Terror em Amityville", "O Exorcista" e "Quarentena". Achei estranho ele ter alugado o último, pois passou em 2009 na escola dele (trabalho sobre contaminação viral) e ele quase passou mal! Mas tudo bem...
Depois de todos alimentados, foram sentar para ver o primeiro filme - Terror em Amytiville - e esta foi a cena ainda na abertura do filme, tirada com a luz infra-vermelho da máquina...
Alguns minutos depois, ainda em uma das cenas iniciais do primeiro filme, eles já estavam um pouco mais tensos...
No meio do filme, o telefone tocou e eles começaram a gritar, porque lembraram do filme "O Chamado". Até me culparam de estar passando trote, mas quando viram que não era eu, foi um desespero só! Até dizer que era a mãe de um deles querendo saber se estava tudo bem, eu já tinha dado boas gargalhadas!
Depois de muitos gritos e lamentos, resolvi ficar aqui pela cozinha mesmo e escrever este post, mesmo porque eles não querem que eu suba para o quarto.
Estou achando muito difícil deste sessão de cinema terminar. Na sequência vem "Quarentena" e tem já gente pedindo para parar. E ainda falta "O Exorcista"...
Mas enquanto eles não jogam a toalha, fico por aqui, morrendo de rir dos jovens corajosos que estão ali na sala de estar!!!
Até a próxima!

9 de outubro de 2010

TRAUMAS AFETIVOS

foto: Lago Nehual Haupi (Argentina)









A mídia costuma divulgar as grandes tragédias coletivas, como enchentes e guerras.
Ela também trata com frequência de eventos ruidosos, a exemplo de assassinatos, assaltos e outros crimes violentos.
Entretanto, há um gênero de conduta discreta e bastante comum, que causa enorme número de vítimas.
Trata-se das lesões afetivas.
As relações humanas nem sempre se estabelecem com o critério desejável.
Movidas por carências ou mesmo por leviandade, as criaturas estabelecem vínculos sem grandes reflexões.
Elas se conhecem em variados ambientes, como no trabalho, em clubes, em bares ou mesmo pela internet.
Sem indagar da existência de real afinidade, permitem-se importantes intimidades.
O conhecimento da essência de alguém demanda tempo e convivência.
Ninguém se mostra como é em rápidos e reduzidos contatos.
Por conta da afoiteza em estabelecer vínculos, é comum o desespero em extingui-los.
Nesse jogo de conhecer, provar e descartar, as pessoas são tratadas como objetos.
Contudo, o ser humano sempre é merecedor de respeito.
Por mais que se apresente frágil e lamentável, em seus hábitos, trata-se de uma criatura de Deus.
A ninguém é lícito iludir o semelhante.
Por vezes, a criatura a quem se experimenta, no jogo dos sentidos, possui graves problemas íntimos.
Como enferma emocional, deveria ser alvo dos maiores cuidados.
Quem a despreza assume grave responsabilidade em face da vida.
As angústias que a vítima vivenciar, os atos que vier a praticar a partir dos maus tratos recebidos, serão debitados a quem lhes deu causa.
É muito importante refletir a respeito das expectativas que se suscita no semelhante.
Pouco importa que os costumes sociais sejam corrompidos e que condutas levianas pareçam comuns.
Cada um responde pelo que faz.
Quem lesiona afetivamente o semelhante vincula-se a ele.
Na conformidade da ordem cósmica, a consideração e a fraternidade devem reger o relacionamento humano.
Aquele que se afasta desses critérios candidata-se a importantes padecimentos.
Trata-se da vida a ministrar os ensinamentos necessários para a educação de cada Espírito.
Assim, ninguém lesa o semelhante sem se lesar também.
Quem provoca sentimentos de inferioridade e rejeição desenvolve complexos semelhantes.
Até que repare o mal que causou, não terá paz e nem plenitude.
Se forem muitas as lesões afetivas perpetradas, imenso será o esforço necessário para cicatrizá-las.
Convém refletir sobre isso, antes de iniciar e terminar relações, sem maiores critérios.
Afinal, será preciso reparar com esforço todo o prejuízo causado com leviandade.

Redação do Momento Espírita.
Em 07.10.2010

7 de outubro de 2010

"NÃO CONCORDO COM VOCÊ"- A Incrível Arte da Surdez

fotos: Maceió
Uma das coisas que eu acho mais interessante no ser humano é o que chamo de "a incrível arte de saber o que o outro vai falar". Isso mesmo! Sabe quando voce está desenvolvendo uma idéia e o outro interlocutor te interrompe, e ainda te diz que está errado antes de voce completar seu raciocínio?
Sabe... eu posso estar ruiva como contei no post anterior, posso ser loira e estar cansada de ser chamada de burra (óh... pobres mortais...) mas se tem uma coisa que aprendi na vida foi analisar as coisas criticamente. 
Não a crítica pela crítica, pois esta é estúpida, mas a crítica pela análise do que se fala e do que se faz. 
Há algum tempo atrás eu tentei - isso mesmo, tentei - conversar sobre sistema de cotas, e tentei (mais uma vez uso este termo!!!) explicar porque sou contra o sistema de cotas para a Universidade. 
Voce acredita que eu não consegui sair desta frase? Aconteceu exatamente o que descrevi no título: a incrível arte da surdez! Ninguém deixou eu me explicar. As pessoas - que só escutaram esta frase me crucificaram com estatísticas, vozerios, falatórios ao mesmo tempo. Claro que acabei ficando quieta, mudando de assunto. Simplesmente porque ninguém me deixou concluir meu pensamento.
E aproveito este espaço para exteriorizar minha idéia. Eu realmente sou contra o sistema de cotas para a Universidade. Eu acho que a oportunidade é dada muito tarde, quando o indivíduo já está com a base educacional falha. Por exemplo: a maior nota do estudante que passou no sistema de cotas para a minha carreira no vestibular é menor do quer a nota do último colocado. Para mim fica claro que a maioria dos estudantes terão dificuldades, mesmo porque o ponto de corte da primeira fase da UERJ, por exemplo, já é apenas 40% de acerto. Voce pode até dizer que alguns que entram no sistema de cotas estão nos primeiros lugares, ok! concordo, mas quantos não conseguem acompanhar e desistem?
Agora, se voce me deixou falar até aqui - pelo menos me leu - deixa eu colocar meu ponto de vista.
Eu acho que o sistema de cotas deve começar em dois momentos, dando duas oportunidades distintas: a primeira seria no colégio de aplicação, quando o aluno faz prova para a 5a série do ensino fundamental e quando ele vai para o segundo grau, para a escola técnica. Se o aluno cotista entrar nestes dois momentos, ele terá muito mais oportunidades. Entrando em um colégio de aplicação, como CAP-UERJ, CAP-UFRJ, etc, o aluno terá uma base sólida de ensino, e entrando no ensino médio técnico, ele poderá escolher se quer ou não cursar a Universidade. Pelo sistema de cotas atual, a estrutura educacional só dá a oportunidade de se profissionalizar através da faculdade.
Pelo que imagino de sistema de cotas eficiente, temos não só um aluno com capacidade de disputar em pé de igualdade com qualquer outro, mas também um aluno que pode escolher entre ser um técnico, fazer um concurso público, enfim, damos um leque maior de oportunidades e perspectivas.
Nem sei se deixei claro o que penso ser correto, afinal nunca me deixaram falar até o final!! rsrsrsrs
enfim!
até a próxima!