20 de julho de 2010

BODAS DE PRATA - ¼ de século!!!

Domingo eu estava nas nuvens com meu Tannat!!!
Eis que segunda-feira, caí na mais dura realidade! Recebi um e-mail de uma amiga da faculdade me parabenizando ... pelos meus 25 anos de formada!
Meu Deus! Parece que foi ontem que estava me arrumando para a formatura, feliz e contente, cheia de esperanças e com uma coroa feita de anéis aromáticos! SOU QUÍMICA!!!
E assim a vida seguiu... mestrado, doutorado (prometo terminar a tese em breve!!!), Universidades, cidades, mundos voláteis.
Bem saudosista! Não que eu seja assim tão velha. Confesso a vocês que entrei com 16 anos na faculdade, que tinha um tutor (um amigo mais doido que eu, que meu pai confiava) que assumia a responsabilidade sobre mim quando eu ia apresentar trabalhos ou participava de Congressos fora do Rio. Naquela época precisava disso! Fui de Porto Alegre à Recife no ônibus velhinho da UFV. Naquela época, tudo era motivo de farra!
Fui da UNE (ainda ilegal), participei de movimentos politicos ainda no regime militar. Fui às Diretas Já. Chorei quando Tancredo Neves morreu. Apanhei da polícia na Cinelândia ...
E hoje me sinto dentro da mente de Elis Regina quando ela cantou “como nossos pais”. Só não sinto dor ao perceber que estou como meus pais, pois não há nada melhor no mundo do que fazer como eles faziam quando chegavam em casa, sentir aquela sensação gostosa de “LAR”.
Onde o som dos filhos brincando com os cachorros é mais divino do que qualquer composição de Beethoven. 
Onde o sorriso de alegria do filho ao chegarmos em casa é mais precioso do que o céu estrelado de Van Gogh. 
Onde lembrar de tudo o que se viveu desde o dia que jogou o canudo para cima na formatura vale mais do que qualquer filme de Hollywood, simplesmente porque esta É a minha vida - maravilhosa.
Eita ¼ de século mais bem vivido!!!
E como nos diz o ditado:
"Os químicos são uma estranha classe de mortais, impelidos por um impulso quase insano a procurar seus prazeres em meio a fumaça e vapor, fuligem e chamas, venenos e pobreza, e no entanto, entre todos esses males, tenho a impressão de viver tão agradavelmente que preferiria morrer a trocar de lugar com o rei da Pérsia."  
(Johann Joachim Becher, PHYSICA SUBTERRANEA 1667) 

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