15 de dezembro de 2009

Hoje eu só quero falar, simplesmente falar

(foto: Teresopolis, Grajau)
Desta vez não vou fazer críticas a nada nem a ninguém. Hoje eu só quero falar, simplesmente falar.
Hoje não me importa as bobagens que me mandam e me dizem. Voces estão com medo de comer camarão com aquele limãozinho (vit. C) por cima?
O problema é de voces! Eu vou me esbaldar no camarão com cerveja beeem gelada e limão!
Semana passada recebi um e-mail de um conhecido onde ele me anexou umas fotos artísticas de sua filha. Fotos lindas! A "moleca" estava muito bonita, mesmo! E respondi a ele dizendo que ela estava linda nas fotos, e que estava com a pele ótima, bem melhor (ele havia comentado que ela estava com espinhas no rosto) e sabe o que ele me respondeu? "que deve ser truque de photoshop, a pele dela é horrível".
Fiquei meio constrangida com a resposta, pois eu estava fazendo um elogio às fotos - lindas! - e ele me respondeu apenas reforçando os defeitos.
A mensagem passada foi: "olha, pode até ser bonito mas é falso", ou seja, este conhecido não consegue ser capaz de uma resposta positiva, prá cima, nem que seja algo do tipo: "a pele dela continua com problemas, mas realmente as fotos ficaram lindas".
Esta pessoa esqueceu de ser cortês, de ser bondosa, ate mesmo de ser educada (com a própria filha!!!), porque hipocritamente acha que falar as coisas de forma "nua e crua"- sobre os outros - é o melhor, embora denote uma crítica mesquinha.
Eu parei para pensar, e comecei a analisar que sempre escrevendo críticas aos textos que recebo podem me fazer ficar assim - mesquinha.
Fiquei com medo! Eu realmente não concordo com estes textos falsos que circulam na internet, vou continuar escrevendo sobre eles quando assim me perguntarem, mas tentarei ser mais amena nas palavras, e escrever mais coisas belas também.

Outra coisa interessante foi minha amiga do trabalho Carol falar em inferno astral . Ela colocou que ele começa um mes antes do aniversário.
Hehehe, morri de rir com o texto dela, porque parecia que ela resolveu hospedar no final de semana a familia Addams em sua casa. Eles foram embora e esqueceram de levar a nuvem preta do carro. Rsrsrsrs
Pois, ao contrario da Carol, meu paraiso astral começou um mês antes do meu aniversário. E eu não poderia estar mais feliz!
Para os que convivem comigo, sabem que este ano foi um ano de grandes provações, de grandes decepções.
Desde seu início- falo sem o menor pudor - foi o pior ano da minha vida - e isso estou contando o período intra-uterino e meu parto traumático (rsrsrs, depois conto a historia).
Somou tudo, inclusive um problema de saúde do meu filho que o fez passar por um tratamento intensivo e dispendioso desde praticamente o meio do ano.
E toda minha alegria começou na consulta dele na semana passada. O médico dele irá suspender a medicação a partir do dia 22/12, para ver como ele reage sem ela. Voces nem imaginam como eu chorei de felicidade!
Como se não bastasse, neste fim de semana estava eu em casa quando meu filho me abraçou por trás e quis passar um tempo conversando comigo, e dentre uma das coisas ele me confidenciou sua vontade de fazer faculdade de música.
Fui ao delirio! Que profissão maravilhosa de se escolher!
E de lambuja minha familia vai continuar sem ter médicos, engenheiros, administradores ou advogados. Continuará imersa nas profissões inusitadas.
A gente sempre está junto para escutar uma música nova (o cara se amarra em um rock!!!), um videoclip novo.
E descobri que todas as dificuldades que passamos juntos foi providencial para nos unirmos cada vez mais. Este ano aprendi muitas coisas positivas:
Aprendi a perdoar, aprendi a não guardar rancor no coração, aprendi o valor da familia e dos amigos.
Aprendi a rir das pequenas alegrias, antes que as grandes tristezas chegassem.
Aprendi que acordar às 5:00 da manhã tem suas vantagens, afinal, escuto de forma limpa e clara o som das cigarras cantando e dos bem-te-vi acordando.
Também tive conquistas materiais. Este ano, comprei meu primeiro secador de cabelos (que veio de brinde uma chapinha). Tá certo, não uso, mas já é um grande passo. Sabe quantas pessoas, inclusive homens, achavam um absurdo eu não ter um secador? Eu me achava no tempo das cavernas, e então comprei um lindo! Todo vermelho! rsrsrs.
Na matemática pura e simples, minha familia não diminuiu, ela aumentou. Ganhei a Labralouca, fiz meu laguinho e povoei de peixes e siris.
Aprendi a ser persistente, plantei por tres vezes o meu jardim, e mesmo vendo que minha labralouca comeu meus 36 cactus, vou perseverar e vou replantar tudo em janeiro, nas minhas férias.
Como podem ver, mesmo no pior ano da vida da gente, a gente aprende muito.
O mar da história da minha vida foi agitado em 2009.
Mas passei nas provas com louvor, e agora, já no finalzinho do ano, tenho a certeza que o mes de dezembro tem sido o meu "paraíso astral".
Agora é pegar o boletim da vida, sacudir a poeira e gritar como o grande mestre Gonzaguinha " mas isso não impede que eu repita, bonita, é bonita e é bonita!"
E para terminar, coloco parte de um poema de Maiakovski que acho lindo:

" Não estamos alegres, é certo,
mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes?
O mar da história
é agitado.
As ameaças e as guerras
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio,
cortando-as
como uma quilha corta as ondas."
Obrigada Pai, por tudo que me destes!
TODA MOEDA TEM DUAS FACES
Até a próxima!

Em tempo: enquanto eu estava escrevendo este texto no trabalho, meu amigo Brandão parou na minha mesa e perguntou: como foi a consulta do filhote? tentei contar que ele vai ficar sem os remédios, que o "tratamento de choque" deu certo mas as lágrimas não deixaram. Chorei muito, de felicidade. O mais emocionante? Brandão, que acompanhou a historia desde o início, teve seus olhos cheios de lágrimas...

Um comentário:

  1. A vida tem muitas situações absurdas, coisas realmente inacreditáveis. Algumas delas acontecem bem embaixo de nossos narizes, outras, nem viemos a saber. Acredito que não devemos permitir que a ignorância dissemine o pânico ou coisas do gênero. Porém, conhecedoras que somos dos efeitos das palavras e do pensamento, da critica, muitas vezes severa ao extremo, que ao invés de informar pode deformar, convém manter uma certa reserva, até mesmo para que nos resguardemos do retorno, que sempre é imprevisivel. Informar sempre... deformar jamais. E lembre-se: eles ainda ignoram, mas talvez por pouco tempo!

    Beijos!

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