1 de outubro de 2009

SHAKESPEARE APRENDEU ... sobrou até para ele!

Certa feita, um grande Mestre chamado Allan Kardec nos alertou sobre a “Natureza das Comunicações”. E em resumo, o que vem a ser isso? É um alerta para que não nos prendamos ao nome que está associado a um determinado texto, mas sim ao seu conteúdo.
Costumamos receber vários textos e apresentações, via internet, atribuindo o conteúdo a determinado autor, geralmente famoso.
Existem dois destes textos – que geralmente vem com o título – REPASSEM! IMPORTANTE! LINDOOOOOOOO! – que me fascinam profundamente.
O primeiro deles é o que fala sobre a Ressonância Schumann, onde alguém pegou um monte de artigos e depoimentos desconexos e fez uma salada esotérica, com afirmativas que a NASA comprovou isso tudo! Nestas apresentações fala-se que o tempo está passando mais rápido devido à Ressonância Schumann. O primeiro ensaio sobre o assunto é de Leonardo Boff (pode ser lido na página http://www.leonardoboff.com/). E se você colocar no Google o termo “Ressonância Schumann”, virão listados centenas de sites aumentando e modificando o texto, e pior, confirmando a teoria.
Se estudarmos as bases científicas deste efeito, não há absolutamente NADA que comprove o que é veiculado sobre a Ressonância, e como sou crítica e criteriosa, e este assunto à Ciência pertence, prefiro corroborar com a visão dos astrônomos na resposta publicada no site do Observatório Nacional que diz “Leonardo Boff é um autor sério. Leio seus textos com vivo interesse, sobretudo aqueles relacionados à ética e a espiritualidade. Mas é preciso considerar que, enquanto teólogo, suas considerações extravasam o nível do teórico, fazendo dele mais um metafísico do que qualquer outra coisa. É no plano metafísico que devemos considerar o que diz Leonardo Boff. Se o levarmos para o plano prático, o autor, às vezes, parece "viajar na maionese". (http://www.on.br/pergunte_astro/indice_resposta.php?id_tema=9).
Em outro post eu escrevo a minha opinião de porque temos a sensação que “o tempo voa”, ok?

Outro exemplo que me fascina profundamente sobre a capacidade de se gerar textos apócrifos no cyber-espaço é o atribuído a Shakespeare com o título “Aprender”. Já vi desde apresentaçãoes em PPT até filmes.
Não estou desmerecendo a mensagem, aliás a acho muito bonita (está copiada abaixo) mas eu fico imaginando Shakespeare, um ícone da Era Vitoriana (por volta de 1600) escrevendo textos como estes.
Se analisarmos este texto, ele é contemporâneo, trabalha com reflexões atuais, dos problemas da sociedade moderna. Ele trabalha a relação social, ou seja, o ser humano em relação a outro ser humano e ao espaço que o cerca. Este tipo de preocupação não existia na época de Shakespeare. Nem os ícones da religião cristã (como Santo Agostinho) fazem esta ligação horizontalizada homem - sociedade, mas sim verticalizada (Eu e Deus).
Se Shakespeare realmente pensasse assim, talvez Otelo não tivesse matado a doce Desdêmona...
Se eu estiver errada, por favor, me digam em qual livro está publicado o texto, que me retrato imediatamente.

Enfim...
Creio que nos dias de hoje, onde tudo é para ontem, é dinâmico, estamos perdendo um pouco o nosso momento de refletir sobre o que nos cerca, criticar o que o mundo nos diz e determinar sobre qual tipo de informação estamos absorvendo.
Está tudo disponível no ar ... mas o que quero para alimentar a minha alma?
PS: Carol, tentei ser menos viajante neste texto tá??? Não sei se consegui! Rsrsrss
Beijos gostosos nas bochechas fofas da Malu !!!
APRENDER – atribuído a Shakespeare
Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se você ficar exposto por muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai ferí-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la.
E que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam. Percebe que você e seu melhor amigo podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa...
Por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas aonde está indo. Mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa o quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que os heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que, algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a se levantar.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais de seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca deve dizer a uma criança que seus sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes ...
...e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você em algum momento será julgado.
Aprende que não importa em quantos pedaços o seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar... Que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe... depois de pensar que não pode mais.
E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida.
Nossas dádivas são traidoras, e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.

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